Boa tarde! Abril começa com o mercado digerindo o primeiro corte da Selic, a Caixa de volta ao alto padrão e o IFIX perto da máxima histórica. Muita coisa aconteceu nas últimas semanas. A gente organiza para você.

Vem conferir a primeira edição da nossa Newsletter que está incrível! 😍

✦ Destaque da semana

A represa vai abrir. O 2T será diferente.

2025 foi o ano do recorde: 453 mil unidades lançadas, alta de 10,6% sobre 2024. Mas a história real está no que ficou na gaveta.

As incorporadoras seguraram muitos projetos no segundo semestre esperando um sinal claro dos juros. Esse sinal chegou. O Copom cortou. O Focus revisou a Selic terminal para baixo. Os financiamentos voltaram a rodar. O resultado é um volume concentrado de VGV programado para entrar no mercado entre abril e junho.

💡 Pensando no imobiliário — Lançamentos concentrados em um trimestre geram disputa por compradores e podem pressionar descontos no estoque mais antigo. Para incorporadores com projetos prontos, a janela é boa. Mas a execução de vendas será mais competitiva do que em 2025.

O número da semana

14,75% — Nova Selic · primeiro corte do ciclo

Modesto? Sim. Mas o recado importa mais do que o número: o ciclo de alta acabou. O Focus já projeta 12,5% ao final de 2026. Mais três ou quatro cortes pela frente. Para o mercado imobiliário, cada ponto de queda representa mais pessoas elegíveis ao financiamento e mais capital procurando ativo real.

O que está acontecendo

🏗️ Caixa volta a financiar alto padrão

Depois de mais de um ano suspensa, a Caixa retomou o financiamento para imóveis acima de R$ 2,25 milhões via SBPE. Taxa: 11,19% ao ano.

Cara para padrões históricos. A medida desengaveta um estoque represado desde outubro de 2024, especialmente em SP e RJ.

O que muda — Incorporadoras com plantão em alto padrão voltam a ter o maior banco do país como opção. Não resolve tudo, mas resolve muito.

📈 IFIX recua da máxima, mas segue forte

Após bater a máxima histórica de 3.912 pontos em março, o IFIX corrigiu para 3.886 na primeira semana de abril. Recuo de 26 pontos. Ainda assim, acumula +2,86% no ano e +26% nos últimos 12 meses.

Destaques no ano: TRBL11 (+16%), BRPR11 (+13,6%) e BPML11 (+13%). A correção pode ser oportunidade para quem ficou de fora.

Por que importa — Juros em queda reabrem apetite por tijolo. O movimento ainda tem fôlego. Se o Copom confirmar mais um corte em maio, o movimento continua.

⚠️ Tenda sob pressão: gestoras cobram fim da Alea

Kinea, AZ Quest, Ibiuna, Vinci e Absolute se uniram após reunião convocada pelo J.P. Morgan para pressionar a Tenda a encerrar a Alea. A subsidiária opera construção off-site em wood frame, com fábrica em Jaguariúna (SP).

O argumento: a operação acumula prejuízos recorrentes (R$ 50,2 mi só no Q4/2025) e deve consumir entre R$ 60 e R$ 80 milhões em caixa em 2026. A Tenda defende que o projeto tem potencial de longo prazo.

Por que isso importa — É um caso de governança corporativa no setor de incorporação. Quando grandes gestoras se movem em bloco para pressionar uma decisão estratégica, o sinal é claro: o mercado está menos tolerante com apostas que queimam caixa sem retorno visível.

🌎 Trump, o real e o que muda para o seu bolso

A Suprema Corte dos EUA derrubou parte do tarifaço de Trump em fevereiro. O presidente respondeu com tarifas de 10% generalizadas. Mas 46% das exportações brasileiras foram poupadas.

O dólar recuou, o câmbio se comportou. Mas a inflação voltou a incomodar. A mediana do Focus para o IPCA subiu pela 4ª semana consecutiva e já está em 4,36%. A Selic terminal segue projetada em 12,5% para o fim do ano. O espaço para cortes depende do comportamento dos preços. Para o imobiliário, o cenário é de cautela otimista: juros caindo, porém mais devagar do que se imaginava em março.

🤔 Comprar agora ou esperar os juros caírem mais?

A pergunta que todo investidor está fazendo. A resposta honesta depende do ativo:

Ativo

Nossa leitura

FIIs de tijolo

Momento de entrada — DY entre 10-12%, juro caindo favorece precificação

Imóvel residencial

Bom para compra própria se horizonte > 5 anos. Pressão de oferta no 2T

Terreno / desenvolvimento

Aguardar mais clareza. Custo de carregamento ainda alto

🔊 Quick Takes

🏠 Para refletir: déficit habitacional de 6 milhões — 61,3% das famílias comprometem mais de 30% da renda com moradia.

👴 Para entender: população 60+ cresceu 57,4% (2010-2022) — sênior living é o segmento mais subofertado do mercado.

🏙️ Para explorar: tendências do urbanismo em 2026 — compacidade, mobilidade ativa e espaços comunitários no centro do debate.

🔑 Para debater: Fim da escala 6×1 aumenta custo da habitação — Encarecimento da habitação impulsiona ocupações irregulares em áreas de risco.

🏡 Para saber: MCMV Faixa 4 com teto ampliado de R$500k para R$600k, prazo de 35 anos e FGTS a 10% a.a.

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